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História do BTT A Bicicleta de Todo-o-Terreno (BTT) surgiu nas zonas montanhosas da Califórnia na década de 1970. Este tipo de bicicleta surgiu da necessidade de obter máquinas suficientemente robustas para superarem os obstáculos impostos pela natureza, principalmente nas enormes descida das colinas da Califórnia, pelas quais os primeiros Betetistas se lançavam a grande velocidade. Como as bicicletas de estrada não estavam adequadas a este tipo de aventuras, começaram por adaptar a tradicional bicicleta do carteiro. Essas adaptações foram surgindo de forma artesanal, nas garagens dos mais aventureiros. Foi o principio de uma industria que hoje vive muito à custa da alta tecnologia. Pedalar numa BTT de 1000 contos corresponde, do ponto de vista evolutivo, a conduzir um carro de F1. A nível de competição, o BTT tem duas vertentes principais: o downhill (DH) e o cross-country (XC). No downhill, o objectivo é descer uma encosta o mais rápido possível. Quanto mais dificuldades houver pelo caminho, melhor....pelo menos para quem está a assistir e quiser ver umas valentes quedas. No cross-country é preciso muita resistência física, algum espírito de sacrifício e os tombos também costumam marcar presença. As corridas têm a duração média de 2 horas e estão escalonadas por classes etárias. O BTT tem regras específicas, que o demarcam das outras actividades velocipédicas. Por exemplo: Durante uma prova de XC o atleta não pode receber apoio exterior a não ser o fornecimento de alimentação e assistência médica. Qualquer outra anomalia, como furos, avarias, etc, terão que ser resolvidos exclusivamente pelo atleta. Mas o BTT não é só praticado por atletas federados. Para todos aqueles que gostam de pedalar, seja uma vez por ano, ou duas vezes por dia, as nossas saudações …
O BTT é sobretudo uma forma de estar desportiva.
NCF
Normas e Condutas do 'Betetista' Os 11 MANDAMENTOS que ninguém deve esquecer quando sai de bicicleta. 1 - Ceder a passagem a outros transeuntes não motorizados. 2 - Abrandar à proximidade de pedestres e cavaleiros, ultrapassá-los com precaução após os haver prevenido. 3 - Controlar a velocidade nas passagens sem visibilidade. 4 - Circular nos trilhos para evitar destruir a vegetação sobretudo em Parques e Zona Protegidas e evitar passar sobre culturas. 5 - Passar à distância de animais selvagens e não enervar os domésticos. 6 - Jamais deitar detritos no solo. Conservá-los até ao próximo caixote de lixo. Advertir quem assim não proceda. 7 - Respeitar a propriedade privada e pública. 8 - Aprender a rolar em autonomia total. Preparar o seu itinerário, prover a sua alimentação, saber efectuar reparações. 9 - Nunca sair só para uma incursão em terreno desconhecido. Deixar informações acerca do seu itinerário aos que ficam. 10 - Saber, em todas as ocasiões, estar de forma discreta e amável. 11 - Usar o capacete a fim de se proteger, em todas as circunstâncias. In NORBA
Convém não esquecer.... - Nunca ultrapasses o GUIA do passeio. - Contribui activamente para a boa disposição e COMPANHEIRISMO - Não percas de vista o companheiro que vem atrás e preocupa-te em seguir o da frente. Mantém-te a uma DISTÂNCIA segura dos outros ciclistas. - Respeita o ESPÍRITO DE GRUPO – um passeio não é uma corrida! Quando se ultrapassa alguém deve-se avisá-lo, anunciando antecipadamente o lado pelo qual vamos passar, e só o fazer com absoluta SEGURANÇA. Esquerda ou Direita - Dá sempre prioridade de passagem a outros utilizadores dos caminhos, reduz a velocidade, CUMPRIMENTA todos os amigos da Natureza e ajuda-os sempre que necessário. - Respeita as PROPRIEDADES, deixa cancelas e portões no estado em que os encontraste e respeita a sinalização. - Escolhe percursos adequados e sê auto-suficiente, levando ÁGUA, alimentos e material de reparação de furos e avarias. - O telemóvel nos dias de hoje também é um instrumento indispensável e mesmo quando chove, existem formas adequadas de o proteger.
NCF
Uma forma de estar comum FELICIDADE! Felicidade para mim… e quem sabe…, não só para mim, são todas aquelas formas de ser feliz com a bicicleta, um pouco de todas ou um muito de todas. Neste mundo tão variado da BTT há lugar para todos, sendo cada um feliz à sua maneira, e é errado não respeitar todas aquelas formas de estar porque todas elas são um espelho da felicidade interior de cada um. É errado escarnecer desta ou daquela postura pois isso é ofensivo e não cabe a ninguém julgar sobre qual deve ser o padrão de felicidade que se deva ter com a bicicleta de cada um. Pena é, reconhecer que esta nossa felicidade nem sempre é bem recebida e parece até por vezes ofensiva para quem nas estradas nos dificulta a circulação e não nos respeita, para quem no planeamento urbanístico das vilas e cidades nos esquece, para quem nos dificulta o acesso aos parques naturais sem procurar antes criar condições e formas de coexistência de mútuo interesse, nos rejeita quer directa quer indirectamente em locais públicos só porque nos vestimos e calçamos de forma diferente, que não nos deixa estacionar a bicicleta à porta do café ou restaurante, nos ignora nos meios de comunicação social não fazendo qualquer alusão às nossas actividades, autoridades que querem regulamentar o transporte das nossas bicicletas do nosso carro.
NCF
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