Grupo de BTT trocou o centro da Serra da Cabreira… pela fronteira do Gerês PDF Versão para impressão Enviar por E-mail

A alternância entre a serra do Gerês e a Cabreira proporcionou ao grupo de BTT da ARCAP não só uma viagem ao mundo natural mas também a recantos históricos e culturais abrigados pela imponência dos granitos.

Foi um fim-de-semana entre o Barroso e o Gerês naquilo que se poderá chamar um passeio de transição entre o Minho e Trás-os-Montes, através do abandono e da conservação de núcleos de habitações tradicionais, e um património valioso e uma paisagem natural excepcional.

Por ali alia-se a simplicidade e simpatia das suas gente à pureza da natureza, à brisa fresca sobre um sol abrasador, aos verdes campos e à fantástica vista circundante.

O passeio circular de proporcionou ao grupo uma incursão por entre montes e campos.

Com o “hostal” instalado na freguesia de Salamonde, bem junto à Albufeira o grupo da ARCAP começou por subir pelo itinerário para Antonino Pio, pois nela passava a antiga via militar que ligava Braga a Chaves. A descida alucinante – onde alguns elementos se relembrarão pelas quedas - foi feita pelos acessos agrícolas até à margem direita da barragem como mesmo nome, rolando posteriormente pelo Trilho da Misarela. 

 

É aqui que reside a relevância da história.

 No Barroso, muitas são as lendas passadas de geração em geração, mas a mais notória de todas será a da Ponte da Misarela, onde as tropas francesas de Napoleão tiveram sérios problemas com os Barrosães. Nela também é protagonista é o “diabo” sob o cenário do episódio da velha Ponte da Misarela, sobre o Rabagão, cujas margens penhascosas surgem belas a uns e horríveis a outros, conforme a imaginação e o estado de espírito.

 

Acrescenta a lenda que, radicado nas populações circunvizinhas o carácter sagrado da Ponte da Misarela, passou a ser hábito que, quando uma mulher não levava os filhos a cabo - ou seja, quando algo ia mal na gravidez -, se dirigisse à Ponte e debaixo dela pernoitasse, na expectativa de ajuda celeste para o seu problema. Na sequência da operação, estava estabelecido que a primeira pessoa que atravessasse a Ponte no dia seguinte teria que ser padrinho ou madrinha da criança, à qual seria posto o nome de Gervásio, se rapaz viesse ao mundo, ou de Senhorinha, se de rapariga se tratasse. 

 

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De resto o trajecto alinhou pelas freguesias onde reinam as casas de granito, espigueiros, as Alminhas, à freguesia de Cabril, onde teve lugar o merecido almoço e um descompressor mergulho no rio Cabril – e que convidativas aquelas águas cristalinas do ramal da barragem.

A subida intensa sob o sol escaldante até S. Lourenço, Pinçães e Fafião onde se encontra o ‘Fojo do Lobo’ proporcionou “lateralmente” uma descida cheia de adrenalina.

O resto do dia foi preenchido pelo saboroso mergulho na piscina do ‘Hostal’, instalado no antigo complexo da EDP, onde houve amabilidade particular na cedência do espaço. Seguiu-se um franco convívio até hora de ‘nanar’ preenchido por muitas “minis”, grelhados, frutas e doces, acompanhados de boa disposição e um mini torneio de matraquilhos, onde diga-se… 50 cêntimos com direito a 11 bolas (Já não se vê disto). A manhã de domingo, para alguns, tornou-se sonolenta e com a cabeça a pedir uma boa soneca! Houve ainda quem arriscasse uns mergulhos tinha o sol nascido há um par de horas…

 

 

 

 

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